“Grito de Silêncio”
MAY 20 2026
Exposições / Aberturas especiais

“Grito de Silêncio”

Exposição

Museu dos Biscainhos
10h00 · 7h30
Braga
Free entry
25 places
Todos
  • 20/05 10h00–17h30 Acesso: Gratuito| Máximo: 25 pessoas| Duração: 60 minutos

A Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga apresenta a exposição Grito de Silêncio, de Alberto Vieira, no Museu dos Biscainhos, entre 19 de março a 20 de maio de 2026. Com o apoio do Município de Braga, em parceria com o Museu dos Biscainhos – Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E., Gritos do Silêncio integra a programação cultural da Semana Santa bracarense.

A exposição propõe uma reflexão crítica sobre o mundo contemporâneo, marcado por desigualdades persistentes, precariedade social, violência e fragilidade do espaço público. Através de um conjunto de esculturas em cerâmica, madeira, ferro e outros materiais, o artista constrói um universo visual onde surgem figuras silenciosas, gestos interrompidos e cenários de tensão. As obras não ilustram acontecimentos concretos; tornam visíveis condições humanas. A pobreza que persiste apesar do trabalho, a infância interrompida pela guerra, a normalização da violência, a erosão do diálogo e a concentração de poder são algumas das realidades convocadas ao longo do percurso expositivo.

Num tempo de aceleração tecnológica e excesso de informação, Alberto Vieira afirma a manualidade e o tempo do fazer como gesto consciente. O trabalho artístico assume-se como espaço de resistência e de pensamento crítico, recolocando o corpo e a matéria no centro da experiência.

Ao dialogar simbolicamente com a narrativa da Paixão de Cristo, a exposição desloca a reflexão do plano religioso para o plano ético e social. O corpo vulnerável surge como imagem das exclusões de hoje, questionando que vidas continuam a ser expostas à precariedade, à violência e à indiferença.

 

Mais do que denunciar, Grito de Silêncio convida o público a refletir sobre o seu próprio papel num tempo marcado pelo excesso de ruído e pela escassez de escuta. O silêncio que atravessa as obras não é ausência, mas espaço de consciência crítica e responsabilidade partilhada.