Nos museus, as obras expostas representam quase sempre apenas uma pequena parte do acervo. As exposições temporárias oferecem, por vezes, a oportunidade de trazer a público peças habitualmente não expostas. Muitas outras, porém, permanecem afastadas dessa dinâmica, mergulhando progressivamente no esquecimento e na invisibilidade. Não estando destinadas à exibição imediata, acabam também por ser preteridas nas prioridades de restauro. A degradação do estado de conservação dificulta a leitura das obras. No caso da pintura a óleo, suportes e pigmentos degradados e vernizes envelhecidos ocultam elementos decisivos como assinaturas, marcas de fabrico, datas ou características de pincelada. Instala-se assim um ciclo silencioso que aprofunda a perda de significado e suspende a vida dos objetos por anos ou gerações. Uma campanha de restauro recente, associada à exposição Face a Face, permitiu resgatar quinze obras nessas circunstâncias.
Museu Nacional Soares dos Reis
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