O Museu Nogueira da Silva (MNS) tem a sua origem no legado de António Augusto Nogueira da Silva à Universidade do Minho (UM), formalizado por testamento datado de 22 de setembro de 1975. A aceitação deste legado foi autorizada por despacho ministerial em 13 de março de 1977, data em que foi formalmente entregue à Universidade.
O edifício, projetado pelo Arquiteto Rodrigues Lima (1909-1979), juntamente com o jardim envolvente e a localização central na cidade de Braga, permitiu criar espaços dedicados a atividades culturais complementares ao Museu, refletindo a sensibilidade do doador e a sua preocupação com a comunidade.
O MNS tem como missão contribuir para a construção da memória e identidade coletivas, promovendo o estudo, a educação e a fruição das suas coleções. Para isso, valoriza o seu acervo através de investigação, programas educativos dirigidos ao público jovem e iniciativas que fomentam o gosto e a sensibilidade pela arte e cultura.
Para complementar esta missão, o Museu desenvolve uma programação diversificada incluindo exposições de arte contemporânea nacional e internacional, concertos de diferentes expressões musicais, colóquios, ciclos de conferências e debates orientados para a disseminação da ciência e da arte. O MNS edita ainda livros e catálogos associados às suas atividades.
O acervo inclui coleções de pintura, escultura, ourivesaria, mobiliário, tapeçaria, cerâmica e vidro, com peças raras que enriquecem o panorama museológico português, abrangendo os séculos XV a XX. Inclui porcelanas "Blanc de Chine", um pote em grés porcelânico Céladon da época Ming e netsukes dos séculos XVIII e XIX.
Nos marfins salientam-se a placa luso-mogol do século XVII, presente em várias exposições internacionais relacionadas com a expansão portuguesa, e um par de esculturas femininas francesas do século XVIII atribuídas a Clodion.
O núcleo de pintura antiga, o mais relevante existente em Braga nas coleções públicas ou privadas, inclui o tríptico maneirista da Escola de Praga, atribuído por Luís de Moura Sobral e Irving Lavin a Dirk de Quade van Ravesteyn (c. 1565–1619); o quadro flamengo renascentista "Senhora da Meia Laranja", atribuído a Ambrosius Benson ou seguidor (séc. XVI); e o retrato de Miss Janet Nisbet, atribuído a Sir Henry Raeburn (c. 1812).
Na pintura portuguesa, destaca-se "A Última Ceia" de André Gonçalves (1685–1762), primeiro pintor português a revelar a influência do barroco classicizante. Possui ainda um raríssimo “cassone” com pinturas do séc. XV, Bem Móvel Classificado.
O museu detém um jardim de inspiração francesa, que contém singulares obras de cerâmica de Jorge Barradas e dois painéis de azulejos azuis e brancos, feitos na Holanda no século XVIII. Refira-se ainda a escultura de Apolo e Dafné, cópia do século XIX do original de Bernini.
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Braga
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